segunda-feira, 24 de outubro de 2011











Escrever é inevitável! E também assim, pleno de lacunas, um dizer que não disse tudo: não se pode dizer tudo.É a dúvida e o alívio que valem a pena.há muitos caderninhos, bloquinhos e outros amontoados de papéis na minha mesa e na minha vida. Sempre gostei de escrever à mão e depois digitar.Escrever e Caminhar e Conversar:Três atos irresistíveis(não são os únicos).Escrever e caminhar podem ser atos de um solitário em pleno exercício(não vou falar de solidão aqui, aliás, já escrevo há anos sobre isso e não vejo o tema esgotado) mas conversar depende do ouvido alheio ou da sensação que ele existe, senão podem dizer que estamos sem tomar o remédio ou som inadequados para o convívio social.Caminhar me levou até muitas praças, cafeterias, saguões e outras espaços aonde olhar quem passa ou quem fica não é motivo para desconfiarem do observador.E assim, caminhando e escrevendo e conversado, sim:conversando comigo e contigo, certo que estava lançando idéias para muitos ouvidos ansioso, enchi, entulhei de comentários e suspiros e desbafos: os caderninhos, bloquinhos e tudo que era papel(guardanapos e similares) e surgiu um Livro chamado de Caderno de Ontem. 90 contos e mini contos, dizem em prosa poetica, eu prefiro chamar de inter-gênero. uma das marcas de nosso tempo, é andar na velocidade do quero isso e aquilo e o texto tem que comunicar. o que comunica bem é a síntese, um texto pode dizer muito com poucas palavras mas nunca com parcas palavras.Mas texto é igual viagem, se estamos dentro não vemos o tempo passar.Não achei o texto do kerouac ainda mas...vou achar!!!

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