quarta-feira, 11 de maio de 2011








Como somos

Infecundo nó, ou será fecundo, nas entranhas,
Da terra fascinante, presa a nós?
Corrente medula e somos sós,
Milhões de sóis pequenos esfriando.

A praia que farol longínquo
De asas arenosas, erguidas.
Verdes, são os olhos, que busco,
Nesse mar de asas arenosas.

A praia que lua transposta
Fonte de surpresas inacessíveis.
Águas ,crateras inexistentes, dos risos,
Na distância, de suspiros intransponíveis.

A praia que verso carrasco.
Areias emigram, assim quero
O mar , que deposite, os secretos
Mistérios, nos olhos que trago.

1987

Julio Almada do Livro Instantâneo Enlace

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